Em entrevista exclusiva, ex-integrante da equipe de Paulo Guedes critica o populismo no governo Lula 3 e defende a educação empreendedora como pilar para as propostas do plano econômico da oposição nas eleições de 2026.
POR REDAÇÃO
Brasília
Diante do cenário político e financeiro atual do Brasil, as eleições de 2026 impõem desafios complexos tanto para os postulantes ao Executivo quanto para as vagas do Legislativo. Em entrevista exclusiva, o economista Luiz Carlos Belém — com trajetória marcada pela atuação no Ministério do Turismo e pela colaboração na equipe de Paulo Guedes no governo Bolsonaro — analisa as causas da instabilidade econômica do país, tece críticas à condução do governo Lula 3 e aponta os caminhos para o crescimento sustentável.
Para Belém, o eleitorado amadureceu e passou a exigir viabilidade técnica nas promessas eleitorais. Ele defende que o empreendedorismo e a limitação do assistencialismo estatal são o único mapa viável para tirar a população da pobreza.
Entrevista com Luiz Carlos Belém
Como o senhor avalia a atual situação econômica do país sob a gestão do governo Lula 3?
Luiz Carlos Belém: A área econômica no Brasil, fortemente afetada pela irresponsabilidade da atual gestão, trouxe diversos problemas à nossa sociedade. O grande erro foi a falta de planejamento e um populismo obsessivo. Além disso, houve falha técnica ao não colocar pessoas verdadeiramente experientes do setor em cargos essenciais, a começar pelo Ministério da Economia. A gestão pública não aceita improviso. O resultado dessa combinação é o fracasso econômico que sentimos na rotina dos brasileiros.
O senhor percebe uma mudança na postura dos candidatos para as eleições deste ano?
Belém: Sim, e essa é uma mudança muito bem-vinda. Hoje, a cobrança atinge todos os cargos: desde candidatos a deputado estadual, federal e senador, até governadores e a Presidência da República. Todos precisam apresentar um projeto de gestão estruturado. Até mesmo os candidatos a deputado federal estão visivelmente preocupados em como viabilizar economicamente suas propostas. O eleitor não aceita mais o populismo abusivo nas campanhas e promessas que sabidamente não serão cumpridas. Para que um mandato seja eficiente, as promessas de campanha precisam gerar um retorno real para a vida da população.
Pilares do Projeto de Gestão (Segundo Luiz Carlos Belém)
Viabilidade Técnica: Propostas orçamentárias fundamentadas e sem voluntarismo.
Foco no Empreendedorismo: Estímulo à iniciativa privada como motor de renda.
Responsabilidade Fiscal: Indicação clara da origem dos recursos públicos.
Educação Empreendedora: Capacitação para a autonomia social e geração de empregos.
Qual é o papel do Estado no desenvolvimento econômico, na sua visão?
Belém: A melhor ferramenta para a melhoria da sociedade é o investimento no empreendedorismo. O Estado não pode suprir todas as necessidades do cidadão — essa é uma ilusão perigosa. O papel do Estado é garantir as necessidades básicas. A economia precisa ter liberdade para gerar oportunidades e empregos, garantindo melhores salários e reduzindo as diferenças sociais de forma orgânica.
O senhor tem colaborado na elaboração das diretrizes econômicas da oposição. De que forma esses conceitos se aplicam à candidatura de Flávio Bolsonaro?
Belém: Dentro dos projetos em que tenho participado, enfatizo que a educação empreendedora, a motivação e a geração de oportunidades devem ser o alicerce do plano econômico do governo Flávio Bolsonaro. O objetivo central precisa ser tirar a população da miséria por meio da dignidade. Os países desenvolvidos são aqueles onde as pessoas têm oportunidades de trabalhar e produzir, e não aqueles em que a população fica dependente de incentivos governamentais como se fossem esmolas. O Brasil precisa resgatar essa autonomia.
