A Câmara Legislativa realizou sessão solene, na noite dessa quinta-feira (16), para o lançamento do livro “Mulheres Incríveis III – Lugar de mulher é onde ela quiser”. A obra reúne histórias de superação e transformação social contadas por 41 coautoras que conciliam múltiplos papéis, como mães, profissionais, terapeutas, empreendedoras, líderes e agentes de mudança.
Durante a solenidade, que ocorreu na sala de comissões da CLDF, as autoras foram homenageadas com moções de louvor em reconhecimento às histórias de vida femininas marcadas pela dedicação, coragem e compromisso com a transformação social. O lançamento fez parte da 3ª edição do Mulheres Incríveis, projeto que incluiu ciclo de palestras realizada pelas autoras durante a tarde no auditório da CLDF.
Autor da sessão solene, o deputado Ricardo Vale (PT) parabenizou as participantes na abertura do evento, ressaltando que elas se tornaram referência para outras mulheres. “Vocês são exemplos para a nossa sociedade: exemplo de superação, de vitória, de luta, então eu tenho muito orgulho de participar aqui hoje e desejo do fundo do meu coração sucesso para vocês”, afirmou o distrital. Para ele, a luta contra o machismo não é apenas das mulheres: “Eu acredito muito que nós só vamos diminuir a violência que existe hoje na sociedade contra as mulheres, o preconceito, com a participação dos homens”.
Vale também destacou duas leis de sua autoria sobre a pauta: a Lei 5.806/2017, que visa valorizar as mulheres e combater o machismo nas escolas; e a Lei 7.264/2023, que obriga agressores de mulheres a ressarcirem os custos públicos de atendimento à vítima. “Nosso mandato é solidário à luta das mulheres”, frisou. Ainda segundo o parlamentar, são registradas diariamente 60 ocorrências de violência doméstica nas delegacias do DF.
A empreendedora e diretora do Instituto Mulheres Incríveis, Janaína Graciele, contou parte da sua luta de superação. “Você ter três filhos para criar, sem saber de onde tirar o sustento do dia. Você ter de escolher entre tomar café e almoçar. Eu passei por isso. Não faz muito tempo, não.” Ela disse que foi formada pela “faculdade da vida, que é a mais difícil”, e que se supera a cada dia. “Mesmo assim, eu ainda tenho coragem para estar com esse projeto, para ajudar essas mulheres, porque a minha força é a força de várias mulheres.”, ressaltou.
Outro relato de resistência e transformação foi o da gestora e empreendedora na área da saúde Maria Elane Araújo: “Enfrentei muito preconceito no início da minha vida, ainda como estudante aqui no DF, mas as coisas mudaram com muita garra, com muita luta, com muita dedicação”. Ao longo dos anos, com “muita batalha e com muito estudo”, ela afirma que foi “alçando novos patamares e alcançando lugares que nunca imaginei a cada etapa que foram surgindo”.
Bisneta de Cora Coralina, a advogada e fundadora do Grupo As Coras – Conexões Femininas, Gisela Salles disse que a poeta era uma mulher forte, que vivia “à frente do seu tempo”, mas que precisou criar uma identidade “para sobreviver”.
Como o exemplo da sua bisavó, ela contou que a própria história também foi de superação. “A minha vida mudou, hoje eu tenho voz. Eu sou empresária, sou gestora, e sou fundadora de um grupo que preza pelas conexões femininas. E essas conexões fortalecem tanto a gente. Então, só tenho a agradecer por fazer parte desse grupo das Mulheres Incríveis”.
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Fonte: Agência CLDF
