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InícioArtigos e OpiniãoLC BelémO que me faz votar em Bolsonaro, um testemunho

O que me faz votar em Bolsonaro, um testemunho

Nasci em recife, ano 1965, filho de um bancário e de uma psicóloga, passei minha infância vivendo num ambiente onde sempre escutei palavras como ¨censura¨, ¨militares¨, ¨desaparecidos¨ entre outras. Estudei em escolas onde falavam que alguns pais de alunos dormiam debaixo da cama com medo de serem ¨pegos¨ pelos militares pois eram comunistas. Eu jogava futebol na rua em frente a minha casa, ficava a noite conversando na calçada e brincando com os vizinhos, raramente passava alguém ¨estranho¨, tínhamos medo era do ¨véio bêbado¨, esse sim era ¨perigoso¨. A polícia colocava ordem, todos sabíamos que ela ¨resolvia¨ o problema, eram tempos bons, mas a censura existia, os comunistas reclamavam, era proibido falar do governo, sim, só do governo. Eu podia chamar meu vizinho afeminado de ¨viadinho¨, Edu, um moreno escuro que morava do lado era chamado de ¨Urubú¨, tinha um albino chamado de branquileijo, um banguelo de boca de caçapa, e quem não pagasse as contas em dia era rejeitado pela rua toda, diziam ¨aquele aí tem título protestado¨ isso era inadmissível. Não lembro de nenhum apelidados ficarem traumatizados nem fazerem terapia, nenhum virou ¨serial killer¨, nos fomos criados para o mundo. Na TV Didi chamava Mussum de ¨negão¨, quem tinha bunda grande era chamado de ¨tanajura¨, quem usava óculos, de ¨4 olhos¨, a vida seguia, mas ´só não podia falar mal do governo, como era difícil viver num país sem poder falar mal do governo, só para lembrar, esse governo fazia obras, cuidava das pessoas e não tinha ¨escândalos de corrupção¨, apenas um detalhe.

Veio a década de 80, movimentos para anistiar os exilados, pessoas que lutavam pela democracia, políticos, artistas e jornalistas, verdadeiros heróis nacionais, de onde eles viam? França, Uruguai, nenhum estava na então União Soviética, Polonia, Alemanha Oriental, estranho né? Aconteceu, Brizola, Arraes e outros tantos numa ¨anistia ampla, geral e irrestrita¨, os militares deixaram, mesmo numa ¨ditadura¨ isso aconteceu, é a história. Veio as diretas já, Tancredo, diverticulite, morte, Sarney, enfim, muitas mudanças, os militares ditadores passaram o ¨poder¨ para os civis.

1986 plano Sarney, em seguida uma verdadeira enxurrada de planos, 1988 diretas já, Lula X Collor, o povo voltou a escolher seu governante, vitória de Collor, governo corrupto, ganhou uma Elba (carro da Fiat), desviou para amigos e foi demitido. Enquanto isso os comunistas estavam vivendo, sem perseguição, os ex exilados eleitos, Arraes voltou nos braços do povo, Pernambuco voltaria a ser um grande estado, Brizola reconstruindo o belo Rio de Janeiro, outros tantos no poder, agora sim, vamos mudar nossa história. 1986, casei-me, 1987 primeira filha, inflação? 10, 20, x%, a vida complicada, planos e mais planos, nada, crescimento? Só de débitos, eu? Estudando economia, na faculdade? Não! No trabalho mesmo, 1985 entrei na Finivest DTVM, uma escola, época difícil, insegurança econômica, crises e mais crises. Lula surge como o nome para mudar o país, lembro do comício na Av. Dantas Barreto em Recife, o maior de história, eu estava lá, acredite! Acreditei nele, ele queria ajudar o povo sofrido, quem poderia ser contra isso? O tempo foi passando, a esquerda falava mais do que fazia, então veio a década de 90, Itamar, depois FHC, planos perfeitos, Lula perde novamente, plano Real, sucesso absoluto, real valendo mais que o dólar, era o Brasil dos sonhos, um socialista resolvendo todos os problemas, Arraes de novo, eu? trabalhando, estudando a noite com 2 filhas, sai as 7 voltava as 23, amadurecendo, mas votei em Lula contra FHC, acreditem, 2x.

Em 98 perdi meu pai, em 2000 fui morar fora do Brasil, 4 anos na Florida, primeiro mundo, lembro da eleição de 2002, todos votando em Lula, finalmente a esquerda iria assumir o poder, FHC não era do ¨jeito¨ que os sindicatos queriam, o homem era Lula e finalmente ele venceu, um povo feliz, bandeiras vermelhas em todos os lugares, menos no Orange Bowl, eu chorando cantando o hino nacional numa partida da seleção, eu só não! Milhares de brasileiros que sonhavam com um Brasil melhor e estavam como eu tentando uma oportunidade na américa, sem 13°, férias ou green card, apenas trabalhando.

2004 volto, minha empresa aberta, trabalhando duro, esperando o ¨tal¨ Brasil prometido por décadas, Lula presidente, 2006 reeleito, já não votei nele, ajustes necessários na economia sendo deixado de lado, meus amigos comunistas? Trabalhando para o governo desde Arraes, das mansões do Poço para apartamentos em Apipucos, (bairros juntos em Recife). Começam os sinais de corrupção excessivas, 2010 Lula coloca Dilma, ela era um braço dele, foi ministra e presidente do conselho da Petrobrás ¨esqueceram? ¨. Eu com 3 filhos, economista, empresário, vendo a farsa do governo Petista, ajudaram os exilados, militantes e as famílias, Arraes morreu, mas deixou a família toda empregada no governo, coincidência? Não objetivo! Os anos voltaram a ser difíceis, não pela inflação, mas pelos escândalos, lembro que esperávamos o Jornal Nacional para saber das ¨Bombas¨, mensalão, petrolão, todos os dias uma novidade, nunca se roubou tanto. Alguns conhecidos enriquecendo, eu perguntava: qual o negócio dele? A resposta: fechou um contrato com a prefeitura, governo etc. eu? Na iniciativa privada, pagando imposto, faz parte. Passamos a conhecer o maior escândalo de corrupção do planeta, no país onde tudo acabava em pizza começamos a ver o japonês da Federal prender gente importante, me lembro bem do orgulho que o povo tinha da justiça, era a lava-jato fazendo jus ao poder judiciário, orgulho de ser brasileiro. Lula não sabia de nada, tudo o que tinha era de um amigo, Dilma desconexa, mesmo assim foi reeleita, uma virada incrível, nem Senna nem Piquet conseguiram ultrapassar na linha de chagada, Aécio mudo, urnas? Apontavam a vontade do povo, pelo menos os do establishment, democracia progressista é claro! O povo vais as ruas, Dilma demitida por justa causa, entra Temer, Lula? Inocente como sempre, Congresso? Vendido, mas pressionado pelo povo, o Brasil? Ora, o Brasil? Foi golpe esbravejavam os comunistas! Aparece Bolsonaro, batendo de frente com Maria do Rosário, falando que vagabundo não merece mordomia, elogiado por Joaquim Barbosa, ¨o único que não recebeu propina¨, odiado pela esquerda ele começou a representar um povo engasgado, 14anos de governo petista tinha feito um estrago quase irreparável, Bolsonaro surge com a voz do brasileiro que quer trabalhar, quer ver a justiça funcionar, não precisa mamar no governo, o verdadeiro brasil, o brasil não do real mas o Brasil Real. A corrupção era tanta que até os ministros do STF que lá foram colocados pela esquerda foram obrigados a colocar Lula na cadeia, ¨covardes¨ foi como lula os chamou, dias de esperança, Moro, o Japonês, lava-jato, parecia que estávamos fazendo justiça. 2018, Lula hospedado na Polícia Federal, Haddad (o poste) foi o escolhido para ocupar o topo da cadeia cleptocrata do PT, do outro lado um ¨doido¨, um capitão que era chamado de ¨mito¨ por onde andava, dezenas de presos na lava-jato, era um novo brasil surgindo. Começa o processo eleitoral, Bolsonaro ovacionado aonde vai, o PT desnorteado, de repente um ¨lobo solitário¨ que estava em dois lugares ao mesmo tempo (estava no congresso também) numa rua em Juiz de Fora da uma facada no bucho do mito, um candidato sem expressão que tentaram matar, pois é tentaram (O STF não deixa o povo saber), mas o povo sabe, não pode falar que foi o establishment, mas foi! Conseguiram ir ao segundo turno mesmo com as pesquisas apontando que não ganharia para ninguém Bolsonaro foi eleito, não teve algoritmo que resolvesse o problema, o povo o elegeu. Desde que assumiu o pânico tomou conta da esquerda, incapaz quando no poder, corrupta e irresponsável a esquerda lembrou que não tinha um nome forte, o que fazer? Cobrar a conta é claro. O aparelhado STF teve que se curvar diante dos favores prestados, Fachin inventou uma lei e soltou lula, com o aplauso dos ¨seus¨ e o delírio dos demôniocratas, sim, pois quem se alegra dessa situação não pode ser considerado um democrata. Veio a pandemia, Drauzio fala, Bolsonaro repete, a culpa é de Bolsonaro, o vírus veio da china mas não é chines, igual meu smartwatch, veio da china más de húngaro, você tende ne?!. Vou pular essa parte, está ficando longo, só falo que foram 3 anos e meio de ataques, mentiras, histéricos, um verdadeiro circo de horrores, acusado de tudo condenado em nada Bolsonaro lutou contra uma imprensa vil, um STF aparelhado, uma legião de políticos inescrupulosos e ao lado de um povo proibido de falar, sim, está lembrado do início do texto? Quando falei que era proibido falar do governo e isso era uma censura insuportável? Pois é, agora já não pode nem chamar Mussum de negão, até os Trapalhões seriam censurados, é o politicamente correto, ou seja, só pode falar o que ¨eles concordam, cadê aqueles que estavam exilados em 1970? Cadê os defensores da liberdade de expressão? Eles estão aplaudindo a prisão de jornalistas, deputados e políticos pelo não tipificado crime de opinião, deixa eu repetir, ESTÃO APLAUDINDO A PRISÃO DE JORNALISTAS E POLITICOS PELO ¨NÃO TIPIFICADO¨ CRIME DE OPINIÃO, isso mesmo, e os filhos dos que dormiram embaixo da cama? Batendo palma e querendo voltar ao ¨esquema¨, e os intelectuais? Falando que tem que colocar num paredão quem pensa contra eles, e os artistas? De Paris e Los Angeles fazendo vídeos com o L de Lula, o ladrão. Como posso eu, que fui bom aluno de moral e cívica e OSPB, que assisti tudo isso, que nunca vi nenhum politico de esquerda abrir mão do luxo do poder, que acreditei num homem simples que queria ajudar o povo se tornar o maior ladrão da historia e ser acusado por seu escudeiro Marcos Valério como mandante de assassinato de um colega, entre tantas outras acusações e que foi descondenado na maior aberração jurídica da historia para se candidato a presidente com a imprensa, TSE e o meio artístico-estatal ao seu lado, numa eleição inauditável, onde as regras são absurdamente colocadas de forma unilateral, onde não é permitido postar  um vídeo da esposa de um candidato, não pode postar um vídeo do outro, onde o negacionismo constitucional e evidente principalmente quando uma ministra diz que ¨sou contra a censura mas nesse momento é necessário¨, como posso eu me calar? Como posso eu ser a favor disso? Como vou olhar na cara dos meus filhos, do meu neto? Ser conivente com todos os crimes do establishment? Me fazer de cego? Alegar que Bolsonaro fala muita besteira num país que teve Dilma e Lula na presidência é no mínimo desleal. Eu acredito nas pessoas, acredito na motivação de Bolsonaro, acredito no Brasil. Dia 30 não temos 2 opções para governar o Brasil, temos apenas uma, Bolsonaro, a outra não deveria nem estar lá, ele é um criminoso e quem não enxerga isso tem problemas, ou de caráter ou mental, simples assim. Bandido não se respeita!

Brasília 29/10/2022

Luiz Carlos Belem é economista, consultor de empresas, comentarista político-econômico, fundador do movimento União por Pernambuco, coordenador nacional do Projeto União Brasil e fundador da UNICON – União Conservadora Nacional.

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Luiz Carlos Belém
Luiz Carlos Belémhttp://www.lcbelem.com.br
Economista e consultor de empresas, participou do governo atuando nos ministérios da economia e turismo. Atua na área de empreendedorismo, redução de custos, com especialidade em relações empresariais e estruturação de equipes de vendas. Trabalhou no mercado financeiro, comércio e consultoria. É analista político-econômico e aborda os temas com foco em uma visão liberal e contextualizada, comunicando-se com todas as áreas da sociedade.

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