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É o futuro repetindo o passado

 

Entrando no décimo mês do governo Lula III, o previsto começa a acontecer de forma mais visível. Em meus comentários desde o ano passado, alertei para uma catástrofe que poderia acontecer caso Paulo Guedes saísse do comando da Economia. Não sou nenhum profeta e muito menos adivinho; um analista tem como base conhecer e enxergar a realidade dos fatos. Um médico quando vai cuidar de um paciente ele se preocupa em prevenir e encontrar formas e fórmulas para ¨resolver¨ o problema, leva em consideração as consequências e qual o melhor protocolo. A vida do paciente tem que ser preservada. O mesmo acontece com o engenheiro numa reforma e outros profissionais em suas respectivas áreas, o resultado tem que ser o melhor. Pode até ser difícil no início, mas o final tem que ser positivo. Outro ponto que sempre observo é a total inoperância da Esquerda, nunca vi nenhum projeto econômico funcionar, seus princípios ferem o princípio da Economia, “Gerir para gerar recursos”. Essa aula seus gurus queimaram.
2500 anos antes de Cristo Abraão teve que sair de Canaã pois a fome tinha chegado, o mau trato à terra, não obedecendo o ciclo de plantio, fez com que o solo deixasse de ser fértil. A fome chegou e tiveram que ir para o Egito; tempos depois ficaram escravos dos egípcios. Como vemos com o povo hebreu e até os dias de hoje, a falta de planejamento e gestão provocaram muita dor, fato!
Canaã, hoje Israel, é um modelo de agricultura: recuperaram até o deserto! A dor foi o melhor remédio para entenderem o que é preciso ser feito, sim, o que é PRECISO.
No Brasil de mais de 4.500 anos após Abraão, sendo um país de maioria cristã, onde deveriam conhecer essa história, continuamos a cometer os mesmos erros, falta de planejamento e ganância quando vemos resultado.
O atual governo herdou uma economia em crescimento, um país que estava se ajustando, um panorama satisfatório. Ao assumir nesse cenário, o ministro que cursou 2 meses de Economia e não tinha em sua pasta (maleta) nenhum esboço de como ¨tocar¨ o país, começou a inventar e desconstruir o que estava sendo feito. Lembro sempre que não estávamos num mar de rosas, mas os números mostravam que íamos no caminho certo. Chegamos a Outubro com um estoque de lambanças do governo e um rombo nunca antes visto na história desse país.
Paulo Guedes conseguiu aumentar a arrecadação mesmo reduzindo impostos, apertou as contas do governo e isentou vários remédios e alimentos de tributação. Ele enfrentou oposição e resistência dentro do governo, mas os resultados eram visíveis. Cortes de gastos e um redimensionamento máquina faziam parte do projeto. As coisas estavam andando.
O atual governo, como todo governo populista de esquerda, não entende isso, pois como mencionado anteriormente, um gestor que não entende da pasta só pode fazer duas coisas: errar sozinho ou errar obedecendo. No nosso caso, foram as duas opções. Todos os dias o governo fala em aumentar impostos, retirar benefícios e criar formas de arrecadar (mais imposto). É importante deixar bem claro que o aumento de impostos é para fechar as ¨contas¨ do governo, sim, bancar a inoperante e ineficiente máquina, ou seja, pagar pelo que NÃO se tem. Países de primeiro mundo podem até ter uma carga alta, mas têm saúde, educação e segurança de alto padrão assegurados pelo governo; no Brasil não observamos isso.
150 bilhões é o que será necessário arrecadar em 2024 para fechar as contas do governo, isso é para funcionar as novas regras do arcabouço fiscal. Em um país sério seria um crime, mas em um país que uma pessoa séria é apenas aquela que não sorri…
Ironias à parte, vejo que estamos ainda no início do caos. As benesses de Paulo Guedes estão se esgotando, vamos entrar num período muito difícil, o desrespeito ao ciclo natural traz sérios prejuízos. O povo Hebreu passou mais de 400 anos pagando pela sua irresponsabilidade, espero que não passemos tanto tempo assim.

Comentários

Luiz Carlos Belém
Luiz Carlos Belémhttp://www.lcbelem.com.br
Economista e consultor de empresas, participou do governo atuando nos ministérios da economia e turismo. Atua na área de empreendedorismo, redução de custos, com especialidade em relações empresariais e estruturação de equipes de vendas. Trabalhou no mercado financeiro, comércio e consultoria. É analista político-econômico e aborda os temas com foco em uma visão liberal e contextualizada, comunicando-se com todas as áreas da sociedade.

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